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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Experiências da 3C são apresentadas no XV ENANPUR, maior evento de pesquisa em Planejamento Urbano do país

Na semana que passou, de 20 a 26 de maio, aconteceu em Recife/PE o XV Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ENANPUR). A 3C apresentou dois trabalhos sobre seus planos, um poster (abaixo) na temática das Inovações do Planejamento e Gestão que descreve um método de análise para identificação e qualificação de assentamentos precários em Pelotas/RS, dentro do PLHIS Pelotas, que realiza desde 2011.


Também participou, em conjunto com pesquisadores de todo o país, da Sessão Livre N°12: Panorama da política habitacional no brasil a partir de uma leitura regionalizada dos recentes Planos Locais de Habitação de Interesse Social (PLHIS) elaborados no país” organizada pela Profa. Rosana Denaldi, da UFABC, ex-Secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação da Prefeitura de Santo André, onde implantou, geriu e fez render as ZEIS para a real gestão da terra urbana. A apresentação demonstrou os avanços e dificuldades encontrados na realização de quatro Planos de Habitação aqui no Rio Grande do Sul: Boqueirão do Leão (2010-2011), São Francisco de Paula (2009-2010), Ijuí (2011-2012) e Pelotas (2011-).


Além da reconhecida coordenadora da sessão, a compunham outros especialistas no tema, com o destaque para o prof. Adauto Lúcio Cardoso do IPPUR/UFRJ e Observatório das Metrópoles. Além dele, compunham a mesa Maria de Lourdes Pereira Fonseca, da USP, Robson Basílio da UFBA e OSCIP Direito a Justiça e Joana Valente Santana da UFPA. Abaixo, o resumo da apresentação, constante nos anais do evento.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Novas ecologias

Seguindo uma idéia que começou na oficina Adaptive Waterscapes em agosto deste ano e uma recente aquisição da Pamphlet Architecture N°30 (aqui tem uma prévia de 20 páginas no Issu), vem a "nova ecologia" que tem se falado um tanto nos blogs desse mundo.

O lance parece ser o velho tema da natureza transformada, mas num contexto de "fim dos tempos" de aquecimento global e mudanças

Então, posto abaixo alguns links que acho interessantes, pra contribuir pro raciocínio. sócio-econômicas, aumento da desigualdade, etc.

Primeiro, os responsáveis pela Pamphlet, InfraNet Lab, cujo nome já é uma referência pra lá de interessante (tanto pelo infra quanto pelo net, mas que, talvez mera coincidência, ainda se relaciona com a Infranet).


Em segundo lugar. o EcoRedux, da Lydia Kallipoliti, que editou uma AD com o mesmo nome no fim do ano de 2010.



Em terceiro, uma edição da revista Bracket, que é editada pelo pessoal do InfraNet Lab, sobre agricultura.
Bom, por enquanto é isso, mais depois do intervalo, como dizem os amigos do ArchDaily.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A POBREZA EXTREMA NO BRASIL

A POBREZA EXTREMA NO BRASIL
População que recebe até R$ 70 por mês


LOCAL

GANHAM ATÉ R$ 70/MÊS

% DA POPULAÇÃO TOTAL

Maranhão

1.691.183

25,7

Piauí

665.732

21,3

Alagoas

633.650

20,3

Pará

1.432.188

18,9

Amazonas

648.694

18,6

Acre

133.410

18,2

Ceará

1.502.924

17,8

Bahia

2.407.990

17,2

Roraima

76.358

17,0

Paraíba

613.781

16,3

Pernambuco

1.377.569

15,7

Sergipe

311.162

15,0

Rio Grande do Norte

405.812

12,8

Amapá

82.924

12,4

Tocantins

163.588

11,8

Rondônia

121.290

7,8

Mato Grosso

174.783

5,8

Mato Grosso do Sul

120.103

4,9

Minas Gerais

909.660

4,6

Espírito Santo

144.885

4,1

Rio de Janeiro

586.585

3,7

Goiás

215.975

3,6

Paraná

306.638

2,9

Rio Grande do Sul

306.651

2,9

São Paulo

1.084.402

2,6

Distrito Federal

46.588

1,8

Santa Catarina

102.672

1,6

Brasil

16.267.197

8,5



Sociedade rica é sociedade sem pobreza

Ângelo Marcos Arruda – Arquiteto e urbanista e professor da UFMS


Acabo de ler uma reportagem na ISTOÉ dessa semana acerca do Plano de Combate à Miséria que a Presidente Dilma prepara para lançar agora no mês de maio. Segundo a reportagem, o Brasil ainda tem 15 milhões de brasileiros que vivem com renda inferior a R$ 138,00 mensais, consideradas miseráveis em termos sócio-econômicos. Essas pessoas vivem na Região Norte (ribeirinhos), no Semi-Árido nordestino e na periferia das 11 regiões metropolitanas. Ao todo, somam 8% da população brasileira e cada família tem uma história bastante triste. Mulheres com filhos abandonadas pelos maridos; pessoas idosas largadas pelas famílias; moradores de favelas, barracos em áreas ocupadas nas cidades; guetos urbanos escondidos por detrás da urbanização ou em áreas de lixões. Coincidentemente semana passada, assisti ao filme “Lixo Extraordinário” um documentário que representou o Brasil no Oscar 2011 e que se baseia na ação do fotógrafo e artista plástico Vik Muniz na comunidade conhecida como Jardim Gamacho, no Rio de Janeiro, colada no maior aterro sanitário do Brasil onde residem milhares de pessoas que vivem do lixo ali depositado. Juntando essas duas coisas, resolvi abordar esse tema com a finalidade de discutir a pobreza nas cidades e em especial, Campo Grande. A Presidente Dilma adota, nesse momento, a frase “ País rico é pais sem pobreza” ao lado da marca BRASIL para marcar o seu governo, que anteriormente usada “ BRASIL: um país de todos” uma marca da inclusão. Como já temos uma nova classe média brasileira que surgiu nos últimos 10 anos e que se confirma o salto de inclusão com os programas sociais públicos, principalmente o federal, durante do governo Lula, agora temos de cuidar da erradicação da pobreza e da miséria, duas aliadas que andam juntas e que causam o maior estrago no tecido social do país. Pobreza e miséria em cidades é sinônimo de exclusão, de localização periferia. Não há uma só cidade no planeta que tenha bolsões de moradores pobres residentes em áreas centrais: local de pobre é na periferia. Isso nós sabemos. É aqui e é em qualquer lugar. Se é na periferia, é problema que o urbanismo deveria ser convocado para resolver, com ações de desenho da malha, de regularização do solo urbano, de novos conceitos de morar, de habitar, de recrear, enfim, de viver. É nesse campo que levanto o tema. Pobreza é também questão de urbanismo, como é a dengue ( quando os lotes baldios ficam entupidos de lixo), como é o transporte, o saneamento e a habitação. O combate à pobreza no Brasil é conhecido por toda a sociedade. Lembremos da Campanha pelo Combate à Fome do Betinho nos anos 1990; lembremos das ações pastorais, enfim. Mas as políticas sociais municipais deixam muito a desejar no campo do combate à pobreza. Para os prefeitos em geral, pobreza é assunto do governo federal. Prefeitura tem de cuidar do lixo, do asfalto, de novas obras de infra-estrutura, etc. Combater a pobreza e até o analfabetismo no Brasil republicano não é tarefa municipal; nem estadual. Pois bem. Se dependermos apenas do governo federal para resolver esse mais grave problema social brasileiro – a pobreza/miséria, levaremos décadas para equalizar, resolver. Mas se tivermos ações e políticas municipais e estaduais que incorporem a necessidade de entrar nessa seara, certamente a velocidade irá ajudar a reduzir o abismo que nos separa desses 15 milhões de brasileiros. Em Mato Grosso do Sul, a ação poderia ser integradora entre o governo, as universidades, as entidades mais ricas do estado, as grandes empresas e conglomerados, bancos, cooperativas, etc. Um plano vindo desse grupo, palmilhando todos os lugares e comunidades pobres, identificando e cadastrando os beneficiários, certamente teria um efeito nacional enorme. Quando o governo federal chegar com a sua proposta, MS terá orgulho de dizer que o dever de casa começou e a sociedade sul-mato-grossense sentirá orgulho de dizer para todos que sociedade rica é sociedade sem pobreza. Mãos à obra.


Arquiteto e Urbanista Ângelo Marcos Vieira de Arruda
Professor Doutor da UFMS e 2. Vice Presidente da FNA
angelomv@uol.com.br
Blog www.arquitetoangeloarruda.blogspot.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

Peixe Grande, Peixe Pequeno - Na inglaterra, RIBA condena a exploração de estudantes e jovens profissionais

Inclusive por conta da crise em que estão metidos, a nova presidente do Royal Institute of British Architects, Angela Brady, declarou que os arquitetos têm que se ligar se quiserem permanecer trabalhando nos anos que seguem. Uma das questões criticadas, é como viabilizamos o negócio arquitetura através da exploração dos estudantes e recém-formados, especialmente junto aos Starchitects.
Além disso, a reportagem da Architectural Record diz que "Brady concluiu que a profissão como um todo entrega muitas de suas habilidades de graça", o que além da exploração mencionada, baixaria a qualidade do serviço e, no impacto junto a sociedade, acabaria por diminuir a relevância dos arquitetos. Vale a pena conferir a reportagem, em inglês, neste link.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Parque Popular da Pedreira



Ae Diplomatas na mídia, hein?

Saiu no Correio do Povo no dia 30 de Janeiro no Cidades uma matéria sobre o Parque Popular da Pedreira de Ijui!
Quanta elegância, hein?
A audiência, que aconteceu na Igreja Católica do Bairro Pindorama em Ijui no dia 26 de janeiro, apareceu na TV Pampa também...

Aqui vai um trechinho: "O projeto foi apresentado à comunidade pelo arquiteto Leonardo Hortêncio, da empresa 3C Arquitetura e Urbanismo, que presta consultoria à prefeitura para as obras no Parque da Pedreira... colocam a conservação ambiental no centro do projeto. Está prevista ainda a implantação de espaços destinados à prática esportiva...os moradores dos bairros Pindorama e Thomé de Souza, principais beneficiados, receberam questionário para apresentar sugestões de complemento ao projeto."

E aqui o link!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Projeto Iceworm

Coisas muito doidas que só o BLDGBlog faz pra você.
 A história de um acampamento de pesquisa do exército dos esteites SOB o gelo da Groelândia.

http://bldgblog.blogspot.com/2011/01/project-iceworm.html

abs!

Megaeventos esportivos

Já que estamos neste clima de Olimpíadas do Rio de Janeiro vejam estas duas postagens do blog da Raquel Rolnik sobre Megaeventos Esportivos!


Esta do dia 19.jan.2011 fala que a edição de janeiro da Caros Amigos traz um especial sobre megaeventos esportivos, com reportagens e entrevistas. A Raquel Rolnik foi uma das entrevistadas.

Para acessar o Blog clique aqui!


A outra postagem é do dia 20.jan.2011 conta que o relatório que a Raquel Rolnik escreveu sobre megaeventos esportivos e direito à moradia (pesquisa que faz parte do trabalho dela como Relatora especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada) ganhou tradução para o português.

Para ver o Blog e a tradução, clique aqui!





domingo, 12 de dezembro de 2010

Arquitetura do facão, pedagogia da pedra

Imperdível a leitura do último artigo do "Thobias" que saiu na AU:

Thobias®: Arquitetura do facão, pedagogia da pedra
Histórias de um curso de arquitetura
Por Escritório de Arquitetura Thobias®

(na verdade o genial Irã Dudeque)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

IPEA sobe o Morro

Estranhamente na mesma época da reviravolta nos morros cariocas destas semanas, o IPEA lançou um artigo bem interessante na sua revista mensal, edição N°63, mesmo que jornalisticamente curto e sem muitas transversais. Trata específicamente de um estudo que o IPEA fez contratado pela CAIXA sobre a eficácia dos projetos de intervenção em favela do Gov. Federal. 
Bueno, temos conhecidos na história: a começar pelo ex-GIDUR/PO Cleandro Krause, depois nossa onipresente Secretária Nacional de Habitação Inês Magalhães e uma galera do IPEA. Finalizando a função o Olívio Dutra carioca, Jorge Jauregui, que diz o seguinte:

"Eu diria que [a segurança pública] nem sequer é o principal. O problema da favela é sua condição marginal em relação ao resto da cidade, o fato de não ter direito de residência, direito de posse, não ter uma situação de fornecimento de serviços normais, como escola, educação, trabalho, transporte, infraestrutura [...] o Estado não tomou posse do problema, deixou que a população resolvesse isso por seus próprios meios. Claramente, então, há um déficit da presença do poder público. Este tipo de trabalho [do Ipea e da Caixa, além das obras] implica fazer e pensar e pensar e fazer ao mesmo tempo. Não há tempo para primeiro pensar e depois fazer. Esta é a diferença entre trabalhar na cidade informal e trabalhar na cidade formal", conclui. 

Veja o tal artigo, no link.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Participações dos Diplomatas no 54° congresso do IFHP

Os Diplomatas estiveram em peso no Congresso Mundial da Federação Internacional para Habitação e Planejamento, que aconteceu aqui em Porto Alegre entre os dias 14 e 17 de novembro.
De minha parte, relato que tivemos pôster (com o título "Planos Locais de Habitação de Interesse Social (PLHIS): exploração de uma metodologia urbanística de formulação(1)"), projetos (o "Plano Geral de Urbanização de Áreas Socioambientais Fragilizadas: Parque Popular da Pedreira(2)" e "Protagonismo e desenvolvimento humano integral no processo de urbanização, requalificação ambiental e construção de moradias na Vila Pinto (3)"), fizemos apresentações na Sessão Paralela sobre Favelas, Cidade Informal e Políticas Públicas com o artigo "A Nova Política Habitacional Brasileira e a prática do Planejamento Urbano: o Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) como matéria de interesse urbanístico(4)" (apresentado em inglês, mas também disponível em português) e nas apresentações de artigos da quarta-feira, com os artigos "Estratégias de Baixo Impacto para o Planejamento Espacial de um Parque Tecnológico(5)" e "O Confronto Político na Comunidade Autônoma Utopia e Luta(6)".
Logo mais, disponibilizaremos os artigos e resumos dos pôsteres e projetos aqui mesmo. Enquanto isso, se alguém se interessar pode enviar um email que responderemos com certeza.

obs:
1. Produzido por Alexandre Pereira Santos, Júlio Celso Borello Vargas, Tiago Holzmann da Silva e Paula Motta.
2. Produzido por Angélica M. Rigo, Alexandre Pereira Santos, Leonardo Marques Hortêncio, Leonardo Poletti, Lucas Valli, Paula de Moraes Lopes, Paula Motta e Tiago Holzmann da Silva.
2. Escrito por Alexandre Pereira Santos e Daniela Vieira da Silva - fora do âmbito da 3C.
3. Escrito por Alexandre Pereira Santos, Júlio Celso Borello Vargas e Tiago Holzmann da Silva.
4. Escrito por Pedro Augusto Alves de Inda e Tiago Holzmann da Silva.
5. Escrito por Alexandre Pereira Santos e Felipe Drago - fora do âmbito da 3C.