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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Prêmio AsBEA 2012


A 3C Arquitetura e Urbanismo, representada por seu sócio diretor Tiago Holzmann da Silva, recebeu ontem a noite a Menção Honrosa de Obra Concluída - Categoria Projetos Especiais do PrêmioAsBEA 2012 por seu projeto: PlanoDiretor do Parque Tecnológico Itaipu, localizado na cidade paranaense de Foz do Iguaçu. O projeto teve início em 2008, em terreno com 1.160.000m² e área construída de 50.000m². São autores do projeto os arquitetos Tiago Holzmann da Silva e Pedro Augusto Alves de Inda. Colaboraram no plano diretor os arquitetos Cristiano Moura Loureiro, Leonardo Damiani Poletti e Alice Gonçalves Rauber e as acadêmicas de arquitetura Manoela Fleck e Fernanda Cambruzzi.

foto da placa recebida na premiação

O Plano Diretor do Parque Tecnológico Itaipu, deu início em 2008 a uma série de outros projetos e obras da 3C Arquitetura e Urbanismo no Parque Tecnológico Itaipu da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional. São eles: A Biblioteca Paulo Freire, 2009/2010, 2.000m²; O Projeto de Paisagismo do PTI, 2012, 15ha; O Edifício do Saber, 2010/2012, 12.000m²; O Datacenter do PTI, 2010, 800m²; O Antigo Refeitório de Itaipu, 2011, 6.400m²; O Polo de Laboratórios, 2011/2012, 3.000m²; O Portal de Acesso, 2011/2012,  1.500m²; Os Centros de Pesquisa, 2011/2012, 9.800m²; Os Contenedores e Espaços de Manobra, 2012, 1.500m² e A Planta de Hidrogênio, 2012, 3.000m².

São autores dos projetos acima citados: arq. Tiago Holzmann da Silva, arq. Leonardo Damiani Poletti, arq. Leonardo Marques Hortencio, arq. Paula de Moraes Lopes e arq. Alexandre Pereira Santos. Colaboraram nestes projetos: arq. Fernanda Zucolotto, arq. Pedro Inda, arq. Lucas Valli, arq. Paula Motta, arq. Cristiano Loureiro, arq. Aline Cervo, arq. Alice Rauber, arq. Sandra Barella, arq. Simone Tavares, arq. Hilton Fagundes, acad. arq. Camila Vitalli, acad. arq. Thiago Hennemann, acad. arq. Edgar Steffens, acad. arq. Luiza Haussen e acad. arq. Aline Comiran. Nos projetos complementares dos edifícios também colaboraram: eng. civil Nilton Langer, eng. Ben-Hur Costa, arq. Alexandre Leão, eng. quim. Isabel Silveira, eng. eletr. Marilene Cardoso, eng. mec. Paulo Bayer, eng. civil Augusto Franarin, arq. Silvia Morel e arq. Romulo Giralt.


prancha nº 01
prancha nº 02
prancha nº 03
prancha nº 04

Mais informações sobre este projeto no site da 3C: http://www.3c.arq.br/017_pti/
No site da revista projeto design:
- sobre a menção: 3C Arquitetura e Urbanismo / Plano diretor do Parque Tecnológico Itaipu, Foz do Iguaçu, PR / Categoria projetos especiais: http://www.arcoweb.com.br/especiais/asbea-2012-mencoes-obra-construida-11-12-2012.html.

Repercussão da premiação na revista AU, da editora Pini.
- sobre o prêmio asbea 2012: http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/premio-asbea-destaca-32-projetos-e-obras-de-todo-o-275052-1.asp



terça-feira, 24 de abril de 2012

Dia do Livro

Diplomatas ontem foi dia do livro!

Dia 23 de abril é o dia internacional do livro e para celebrar esta data trago ao blog dica de duas editoras muito apreciadas pelos Diplomatas da 3C: a ACTAR e a a+t !


Para iniciar destacamos dois "clássicos" da ACTAR, vejam:


Clássico nº 1: 
ACTAR, Dicionário Metápolis: livro de Manuel Gausa, com 688 páginas. Para um mundo cujas cidades estão ligadas por cabos de fibra ótica e cujos cidadãos são virtualmente globais, um mundo onde os aeroportos são lugares de encontro e reuniões acontecem através de conferências via web, o Dicionário Metápolis de Arquitetura Avançada identifica um novo testamento arquitetônico e social e um novo panorama cultural. De "abduction" para "zoom", definições radicais abundam. Coletadas juntas elas formam uma visão multidisciplinar, global da ação da arquitetura. Definem uma arquitetura que está inscrita na "sociedade da informação", que é influenciada pelas novas tecnologias e economias novas, e que se preocupa com o meio ambiente e a sustentabilidade. Com textos de Gausa, Guallart, Muller, Morales, Porras e Soriano, além de colaborações que incluem Iiaki Abalos e Juan Herreros, Stan Allen, Cecil Balmond, Ben van Berkel, aaron Betsky, Eduard Bru, Greg Lynn, Josep llu's Mateo, Fradaric Migayrou, Marcos Novak, Josa Parez Arroyo, Andreas Ruby, Antonio Saggio, Saskia Sassen, Kelly Shannon, Lars Spuybroek, Roemer vn Rorn e Mark Wigley. 
Por uma questão de acessibilidade, o dicionário foi organizado de acordo com três sistemas distintos. O dicionário principal é apresentado em ordem alfabética, com cada termo explicado por um ou vários colaboradores ou "interpretadores", além de uma lista de palavras relacionadas. Dentro deste dicionário maior estão dois dicionários menores: o dicionário ideológico (localizado aproximadamente no centro do livro, oferece grupos análogos de palavras relacionadas à ideia específica) e o dicionário de aformismos (que sintetiza algumas das definições chave do dicionário principal sob a forma de lemas. Este é um dicionário ilustrado, com imagens usadas para facilitar as rápidas explicações de termos relacionados.


Clássico nº 2: 
ACTAR, Mutations : livro de Rem Koolhaas , Stefano Boeri , Sanford Kwinter , Daniela Fabricius , Hans Ulrich Obrist , Nadia Tazi, com 720 páginas. É uma reflexão sobre as transformações que a aceleração do processo de urbanização inflige sobre o meio ambiente e a arquitetura. Os ensaios, com a ajuda de gráficos e estatísticas, descrevem a natureza das mudanças em nossas cidades e nossas economias. O livro está organizado como uma atlas ilustrado de paisagens urbanas contemporâneas. Pearl River Delta (de Rem Koolhaas e Harvard Project on The City) lida com a extrema velocidade de urbanização em antigas áreas rurais ao redor de Hong Kong. USE (Uncertain States of Europe, um projeto de Stefano Boeri e Multiplicity) descreve o fim dos modelos tradicionais urbanos, a realidade de uma nova configuração das cidades européias. Um estudo das cidades americanas (por Sanforn Kwinter) acrescenta a esta visão a reconsideração do conceito de infraestrutura e os poderes que definem urbanização. Lagos (um estudo de Rem Koolhas e Harvard Project on The City) é um território desconhecido que oferece evidências de novas formas de ajuste à globalização. Shopping (também por Rem Koolhas) é um projeto sobre o fenômeno global de centros comerciais e de consumo como atividade aglutinadora, um guarda-chuvas para atividades de lazer e ócio.


E vocês, têm alguma dica de livro para compartilhar ?

Boa semana!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Novas ecologias

Seguindo uma idéia que começou na oficina Adaptive Waterscapes em agosto deste ano e uma recente aquisição da Pamphlet Architecture N°30 (aqui tem uma prévia de 20 páginas no Issu), vem a "nova ecologia" que tem se falado um tanto nos blogs desse mundo.

O lance parece ser o velho tema da natureza transformada, mas num contexto de "fim dos tempos" de aquecimento global e mudanças

Então, posto abaixo alguns links que acho interessantes, pra contribuir pro raciocínio. sócio-econômicas, aumento da desigualdade, etc.

Primeiro, os responsáveis pela Pamphlet, InfraNet Lab, cujo nome já é uma referência pra lá de interessante (tanto pelo infra quanto pelo net, mas que, talvez mera coincidência, ainda se relaciona com a Infranet).


Em segundo lugar. o EcoRedux, da Lydia Kallipoliti, que editou uma AD com o mesmo nome no fim do ano de 2010.



Em terceiro, uma edição da revista Bracket, que é editada pelo pessoal do InfraNet Lab, sobre agricultura.
Bom, por enquanto é isso, mais depois do intervalo, como dizem os amigos do ArchDaily.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Construindo a crítica

Numa pilha de colaborar pro debate (iniciado ontem por aqui no blog) sobre o aquecimento de certas estruturas sob o efeito da energia solar inadvertidamente (em outras palavras: sem querer), eu queria lançar algumas referências de projetos que sofreram com a temperatura ou que fizeram seus vizinhos sofrer.
foto: Graphic-J, via Gamespy Forum.
A idéia aqui, longe de querer prolongar uma polêmica pessoal, é de contribuir com as experiências do que já sabemos que dá problema, pra que a partir daí possamos evitá-los.
Começamos com um dos mais celebrados arquitetos da década de 2000, Frank O. Ghery e seu multi-milionário Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, California. Um prédio emblemático que buscou levar a tecnologia do revestimento de titânio do Guggenheim de Bilbao a um outro nível, através do polimento perfeito da superfície para criar um aspecto de jóia que brilha sob o sol. Lindo não? Pois até pode ser, mas para os vizinhos da edificação isso foi um problema sério. Em fevereiro de 2004 a BBC relata que, após a conclusão de um estudo de um ano inteiro sobre a dispersão da radiação solar provocada pelo revestimento, conclui-se que realmente, as superfícies côncavas e convexas da edificação criavam efeito semelhante ao de lentes, concentrando os raios solares em edificações vizinhas e aquecendo-as enormemente. O site americano eHow também comenta sobre diversos problemas causados pelo revestimento/forma do edifício, que culminaram com o jateamento de partes das superfícies polidas para diminuir a sua reflectividade.
Declara o site que "Com a aprovação de Ghery, técnicos cuidadosamente fizeram o jateamento de areia em algumas áreas da superfície da edificação, tornando-a menos refletiva.(1)" Ainda vale a pena conferir um artigo do professor Marc Schiler e da estudante Elizabeth Valmont da University of Southern California sobre este edifício, que mostra inclusive mapas da dispersão da radiação e do acúmulo de energia na edificação. O USA Today também publicou sobre o assunto.
Outro problema é o controle do aquecimento interno a edificação. Há muita bibliografia sobre o tema, mas vale ressaltar alguns dados ambientais, por exemplo, de Porto Alegre. Temos em média 6 horas de incidência solar diária direta (acima da linha do horizonte)(2) que se reflete (sem trocadilhos) em 4,4kwh/m2.dia na média da radiação solar no plano horizontal. Esta média, aliás, pode enganar, pois temos variação de 6,50kwh/m2.dia em dezembro e 2,42kwh/m2.dia em junho(3). Deixo as análises para quem souber algo do assunto, mas sabemos, os moradores da capital gaúcha, que a coisa é quente nos meses de dezembro a fevereiro por aqui. 
Não me alongo mais, mas deixo apenas essas informações para que possamos ao menos discutir o que fazer e o que não deve ser feito.
Por outro lado, há trabalhos muito interessantes que se utilizam do clima e das forças da natureza para seu benefício. Um dos mais de vanguarda é o WEATHERS, que constuma "brincar" com clima. Um livro, que recomendo pois já o li é o -Arium (4), que mostra projetos MUITO de vanguarda sobre o tema de clima x arquitetura.
abraços!

(1) Tradução livre a partir do original em inglês.
(2) Segundo o Atlas da Energia Elétrica, da ANEEL (Atlas da Energia Elétrica 2a Ed. Brasilia: ANEEL, 2005.)
(3) Dados do Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica/ELETROBRAS através do software SunData (http://www.cresesb.cepel.br/sundata/index.php) para as coordenadas 30,033055°S e 51,230000°O - Porto Alegre. Acesso a simulação pode ser feito no link acima.
(4)  BHATIA, Neeraj e MAYER, Jürgen [editores]. -Arium: weather and architecture. Toroto: Hadje Cantz, 2010.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Madeeeeeeeeeeeeeeira

Seguindo dica da nossa Diplomata Fernanda Zucolotto, alguns links de estruturas em madeira que andamos de olho para um projeto aqui na Chancelaria:

  1. Credit Valley Hospital
  2. no blog Estruturas de Madeira (claro!);
  3. Metropol Parasols em Sevilha no mesmo blog;
  4. Uma postagem mais técnica, sobre madeira colada
  5. Outra postagem deste blog, estrutura lamelar
  6. Post maravilhoso sobre Julius Natterer, mostrando a Expodach em Hanover;
  7. METLA Forest Research Center no blog Madeira Estrutural (outro óbvio!)
  8. Ponte peatonal em Zapallar, deste último blog citado;
  9. Outro post do Madeira Estrutural, Casa modular em madeira;
  10. A construção mais antiga do mundo em madeira, no mesmo blog, Templo Horyu-Ji;
Buenas, na série clippings, continuamos após a mensagem dos nossos patrocinadores!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Base altimétrica vetorial contínua de Porto Alegre na escala 1:1.000

Direto do forno do LABGEO-UFRGS para a pasta referencias/geoprocessamento  do servidor da 3C está o mapeamento de 500 cartas do levantamento aerofotogramétrico de 1982 de Porto Alegre.
Enquanto o novo mapeamento não sai, podemos lançar no SIG este antigo e nos divertir um pouco.
Está disponível tanto em SAD69 como em Gauss-Kruger. A primeira, é a projeção mais usada aqui para o sul e é encontrada, por exemplo, na malha dos setores censitários do IBGE. A segunda é a projeção utilizada pelos aeros originais (inclusive os que foram digitalizados pela Secretaria do Planejamento Municipal de PoA).

Acessa o link e te consagra, diplomata.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O futuro das bikes(?)

Conhecendo um blog chamado Lowtech Magazine, com o subtítulo de "dúvidas sobre tecnologia" cheio de duplos sentidos, vi um artigo que falava do conceito "Velomobile" ou "Ciclomóvel" numa adaptação mais aportuguesada e talvez menos charmosa.
Go-One 3, publicada na Lowtech Mag
A idéia é simples: pegue o conceito da bicicleta e adapte-o às necessidades da vida urbana do século XXI com uma carenagem super leve, faróis e sinalização de freio (às vezes) e um apoio pras subidas com motores a bateria elétrica.
Todo um paradoxo se descortina a partir daí: economia de combustível em relação a automóveis, mas ainda sem toda a autonomia; maior leveza do que um carro (~40kg) mas mais pesados que uma bicicleta (~20 a 14kg - ou até menos pra quem puder pagar); posição de "pilotagem" mais confortável que uma bike, mas ainda baixa em relação ao solo (o que dificula o uso no trânsito em conjunto com carros e caminhões).
A lista de comparações pode ser longa, mas o que me parece interessante é que se encontra num modelo híbrido, entre o veículo automotor do século XX - em todas as suas vertentes, deste o Ford T até os 4x4 sport de hoje em dia - e as magrelas, alcançando um conforto maior que as últimas e uma eficiência MUITO maior do que os primeiros - especialmente na sua versão 4x4 de 2 toneladas pra carregar uma madame de 50kg e um chiuaua (ou Yorkshire) de 400g.
Pannonrider, do próprio site deles

No mais, fica a dica do post no Lowtech Magazine e algumas indicações de fabricantes pra quem se pilhar de conferir os produtos.


Aproveito pra citar 2 projetos mencionados no blog: o da Ciclovia Elevada e o Velo-City.