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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Prêmio AsBEA 2012


A 3C Arquitetura e Urbanismo, representada por seu sócio diretor Tiago Holzmann da Silva, recebeu ontem a noite a Menção Honrosa de Obra Concluída - Categoria Projetos Especiais do PrêmioAsBEA 2012 por seu projeto: PlanoDiretor do Parque Tecnológico Itaipu, localizado na cidade paranaense de Foz do Iguaçu. O projeto teve início em 2008, em terreno com 1.160.000m² e área construída de 50.000m². São autores do projeto os arquitetos Tiago Holzmann da Silva e Pedro Augusto Alves de Inda. Colaboraram no plano diretor os arquitetos Cristiano Moura Loureiro, Leonardo Damiani Poletti e Alice Gonçalves Rauber e as acadêmicas de arquitetura Manoela Fleck e Fernanda Cambruzzi.

foto da placa recebida na premiação

O Plano Diretor do Parque Tecnológico Itaipu, deu início em 2008 a uma série de outros projetos e obras da 3C Arquitetura e Urbanismo no Parque Tecnológico Itaipu da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional. São eles: A Biblioteca Paulo Freire, 2009/2010, 2.000m²; O Projeto de Paisagismo do PTI, 2012, 15ha; O Edifício do Saber, 2010/2012, 12.000m²; O Datacenter do PTI, 2010, 800m²; O Antigo Refeitório de Itaipu, 2011, 6.400m²; O Polo de Laboratórios, 2011/2012, 3.000m²; O Portal de Acesso, 2011/2012,  1.500m²; Os Centros de Pesquisa, 2011/2012, 9.800m²; Os Contenedores e Espaços de Manobra, 2012, 1.500m² e A Planta de Hidrogênio, 2012, 3.000m².

São autores dos projetos acima citados: arq. Tiago Holzmann da Silva, arq. Leonardo Damiani Poletti, arq. Leonardo Marques Hortencio, arq. Paula de Moraes Lopes e arq. Alexandre Pereira Santos. Colaboraram nestes projetos: arq. Fernanda Zucolotto, arq. Pedro Inda, arq. Lucas Valli, arq. Paula Motta, arq. Cristiano Loureiro, arq. Aline Cervo, arq. Alice Rauber, arq. Sandra Barella, arq. Simone Tavares, arq. Hilton Fagundes, acad. arq. Camila Vitalli, acad. arq. Thiago Hennemann, acad. arq. Edgar Steffens, acad. arq. Luiza Haussen e acad. arq. Aline Comiran. Nos projetos complementares dos edifícios também colaboraram: eng. civil Nilton Langer, eng. Ben-Hur Costa, arq. Alexandre Leão, eng. quim. Isabel Silveira, eng. eletr. Marilene Cardoso, eng. mec. Paulo Bayer, eng. civil Augusto Franarin, arq. Silvia Morel e arq. Romulo Giralt.


prancha nº 01
prancha nº 02
prancha nº 03
prancha nº 04

Mais informações sobre este projeto no site da 3C: http://www.3c.arq.br/017_pti/
No site da revista projeto design:
- sobre a menção: 3C Arquitetura e Urbanismo / Plano diretor do Parque Tecnológico Itaipu, Foz do Iguaçu, PR / Categoria projetos especiais: http://www.arcoweb.com.br/especiais/asbea-2012-mencoes-obra-construida-11-12-2012.html.

Repercussão da premiação na revista AU, da editora Pini.
- sobre o prêmio asbea 2012: http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/premio-asbea-destaca-32-projetos-e-obras-de-todo-o-275052-1.asp



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

3C visita obras do Parque da Pedreira

Equipe da 3C visitou obras do Parque Popular da Pedreira em Ijuí-RS!
Acompanhados do vice-prefeito Bira Teixeira, os arquitetos Tiago Holzmann e Alexandre Pereira estiveram visitando as obras de pavimentação e construção de parte das moradias nesta terça-feira, 23 de outubro.
A licitação para as obras do Parque deve ser realizada em breve, assim como logo iniciarão as obras das habitações unifamiliares.
Ao todo, o projeto cria parque de mais de 13ha, com 154 habitações, recuperando áreas de fragilidade ambiental hoje poluídas e ocupadas por dois assentamentos precários da zona oeste da área urbana de Ijuí. O projeto foi realizado em 2010 e garantiu recursos do PAC 2 com proposta de múltiplos eixos do programa federal, agregando habitação popular, recuperação ambiental, implantação de equipamentos públicos e urbanização/infraestrutura.

Abaixo, seleção de algumas fotos da obra e desenhos do projeto!



Obras de pavimentação, calçamento e construção dos blocos multifamiliares.
Arq, Tiago (esq.), vice-prefeito Bira (centro) e Sec. do Desenvolvimento Rural Julio Gabbi  (dir).

Área do loteamento Pedreira (casas unifamiliares, no topo do terreno, lado esquerdo da foto) e futura área dos equipamentos esportivos.
Tonéis da antiga usina de asfalto e área do futuro parque.

Futuro dos tonéis da antiga usina de asfalto.
Implantação geral do Parque Popular da Pedreira.

Confiram mais info no nosso site.

4º Painel Interno 3C

Caros Diplomatas!

No final do mês de agosto, no dia 21, aconteceu aqui na 3C mais um painel interno.
Tivemos a apresentação especialíssima do recém-arquiteto Marcelo Heck com seu projeto para a expansão da cidade de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O projeto foi muito bem apresentado e teve demonstrações de todos os quesitos de plano e projeto urbanos de qualidade, indo desde as análises de contexto, das definições do plano diretor para a área até o desenho das principais quadras, bulevares e mesmo previsão do programa das edificações especiais propostas. Parabéns ao Marcelo! Tomara que tenhamos oportunidades de colaboração no futuro próximo!
Imagens do projeto, logo abaixo.
Zoneamento do PDUA de Canoas
Estratégia de expansão


Planta da mesoescala urbana

Ampliação da zona do centro comercial, museu e parque

Boulevard da mobilidade e Fundação Zoobotânica

Boulevard da mobilidade e paradas temáticas

Boulevard do parque e centro comercial e museu

Boulevard do parque e fachada do centro comercial 

Rótula do Boulevard do Parque e Boulevard da Mobilidade


Além dele, por sugestão da nossa querida arq. Aline Cervo, discutimos sobre um filme muito interessante produzido pelo Public Broadcasting System (PBS) dos EUA sobre projetos, cidades e sustentabilidade, mostrando a maravilhosa - mesmo que controversa - renovação do Arroio Cheonggyecheon em Seul, Coréia do Sul. O vídeo debatido faz parte da série e², que pode ser vista aqui. Conta com narração do Brad Pitt e é muito bem produzida.
Para se ter uma palhinha, abaixo seguem imagens do projeto e neste link pode-se ver o trailer do filme chamado Seoul: the stream of counsciousness.


e² transport - Seoul: The Stream of Consciousness from kontentreal on Vimeo.

Recomendamos muito o canal do Vimeo da série!






Foto reproduzida no Blog de Luis Favre, sem créditos.
Todos os direitos reservados a marion_theo28


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Apresentação do projeto Beira Foz

No dia 27 de julho de 2012,  foi apresentado ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o Projeto Beira Foz, que pretende recuperar e urbanizar as margens dos rios Paraná e Iguaçu na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná. 

O evento foi realizado no Parque Tecnológico de Itaipu, em Foz do Iguaçu, com a presença de representantes  dos ministérios envolvidos, dos gestores de Itaipu Binacional e do PTI - que lidera a iniciativa - além de membros de diversos órgãos e secretarias de governo do Estado do Paraná e da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, Receita Federal, Polícia Federal, outras forças de segurança e forças armadas.
Reunião técnica de coordenação dos GTs, em 3 de maio de 2012
A 3C Arquitetura e Urbanismo, atuando como equipe técnica do PTI,  teve a oportunidade de coordenar esta etapa do Plano Geral de Urbanização, contribuindo com a  organização e sistematização das informações trocadas pelos diversos atores envolvidos, coordenação das atividades, agendas e demandas, compatibilização das informações produzidas, além de estabelecer a metodologia geral de trabalho para o Plano que permita que o todo gerado através das iniciativas dos diversos órgãos envolvidos seja maior do que suas partes. 

Reunião técnica de coordenação dos GTs, em 10 de maio de 2012
A preocupação maior durante esta etapa foi a de fomentar a sinergia entre as iniciativas e evitar os problemas derivados de uma atuação fragmentada. Acreditamos que o planejamento urbano tem essa capacidade, conseguindo mediar, sistematizar e unificar, através do território e da sociedade que nele habita e trabalha - os interesses de agentes públicos e privados, em nome do benefício coletivo.

Para tanto, foram estabelecidos eixos de trabalho que permitirão que cada ação se encaixe junto as demais, complementando umas as outras. Além disso, foi a partir da montagem desta estrutura de trabalho unificadora que se percebeu o potencial de ação em diversas áreas que não estavam contempladas inicialmente, mas que são essenciais para que as mudanças propostas perdurem ao passar dos anos.
Apresentação para o Ministro da Justiça, 27 de julho de 2012
A proposta para o projeto “Beira Foz – Plano Nacional de Inclusão e Desenvolvimento Integrado” consiste "na elaboração de um Plano Geral de Urbanização para as margens dos Rios Paraná e Iguaçu na cidade de Foz do Iguaçu, através de uma Operação Urbana Consorciada, envolvendo as três esferas de governo, a iniciativa privada e a sociedade. O objetivo é a construção de um espaço urbano estruturado, integrado e sustentável, que promova a segurança na fronteira, a valorização do meio ambiente, a inclusão social, a ampliação da oferta de turismo e o desenvolvimento socioeconômico. Reúne esforços de diversas instituições e órgãos governamentais integrando iniciativas, ações e projetos em andamento potencializando e otimizando seus efeitos para a cidade e para a sociedade."

Para isso,"o Plano de Urbanização deverá estruturar, qualificar e integrar o espaço urbano de Foz do Iguaçu. Dará atenção especial à área de margem e seu entorno imediato, atuando na preservação do ambiente natural, na qualificação do espaço urbano existente, na implantação de novos equipamentos e infraestrutura, auxiliando na manutenção da segurança pública, na geração de renda, na promoção da inclusão social e no desenvolvimento socioeconômico com ênfase na sustentabilidade."


Para esclarecer estas proposições, a proposta foi acompanhada de um relatório técnico que reuniu as informações, diretrizes e metodologias iniciais do Projeto Beira-Foz - Plano Nacional de Inclusão e Desenvolvimento Integrado, definidas pelas partes interessadas, com o objetivo de resolver os problemas urbanos e explorar as potencialidades existentes. O relatório, assim como uma minuta de cooperação entre as entidades para o Projeto, foi entregue ao Ministro, que anunciou que o Plano deverá ter consequências ainda em 2012, já que se trata de matérias das mais importantes para as fronteiras brasileiras e da região em especial.

Reproduzimos abaixo, algumas das notícias veiculadas na mídia sobre o evento.

Seguem abaixo as referências:
1. Vídeo do portal G1 sobre a apresentação;
2. Notícia do jornal A Gazeta;
3. Registro de áudio da Rede CBN;
4. Notícia no site de Itaipu sobre o evento;
5. Notícia no site da Catve sobre o evento;

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dia do Livro

Diplomatas ontem foi dia do livro!

Dia 23 de abril é o dia internacional do livro e para celebrar esta data trago ao blog dica de duas editoras muito apreciadas pelos Diplomatas da 3C: a ACTAR e a a+t !


Para iniciar destacamos dois "clássicos" da ACTAR, vejam:


Clássico nº 1: 
ACTAR, Dicionário Metápolis: livro de Manuel Gausa, com 688 páginas. Para um mundo cujas cidades estão ligadas por cabos de fibra ótica e cujos cidadãos são virtualmente globais, um mundo onde os aeroportos são lugares de encontro e reuniões acontecem através de conferências via web, o Dicionário Metápolis de Arquitetura Avançada identifica um novo testamento arquitetônico e social e um novo panorama cultural. De "abduction" para "zoom", definições radicais abundam. Coletadas juntas elas formam uma visão multidisciplinar, global da ação da arquitetura. Definem uma arquitetura que está inscrita na "sociedade da informação", que é influenciada pelas novas tecnologias e economias novas, e que se preocupa com o meio ambiente e a sustentabilidade. Com textos de Gausa, Guallart, Muller, Morales, Porras e Soriano, além de colaborações que incluem Iiaki Abalos e Juan Herreros, Stan Allen, Cecil Balmond, Ben van Berkel, aaron Betsky, Eduard Bru, Greg Lynn, Josep llu's Mateo, Fradaric Migayrou, Marcos Novak, Josa Parez Arroyo, Andreas Ruby, Antonio Saggio, Saskia Sassen, Kelly Shannon, Lars Spuybroek, Roemer vn Rorn e Mark Wigley. 
Por uma questão de acessibilidade, o dicionário foi organizado de acordo com três sistemas distintos. O dicionário principal é apresentado em ordem alfabética, com cada termo explicado por um ou vários colaboradores ou "interpretadores", além de uma lista de palavras relacionadas. Dentro deste dicionário maior estão dois dicionários menores: o dicionário ideológico (localizado aproximadamente no centro do livro, oferece grupos análogos de palavras relacionadas à ideia específica) e o dicionário de aformismos (que sintetiza algumas das definições chave do dicionário principal sob a forma de lemas. Este é um dicionário ilustrado, com imagens usadas para facilitar as rápidas explicações de termos relacionados.


Clássico nº 2: 
ACTAR, Mutations : livro de Rem Koolhaas , Stefano Boeri , Sanford Kwinter , Daniela Fabricius , Hans Ulrich Obrist , Nadia Tazi, com 720 páginas. É uma reflexão sobre as transformações que a aceleração do processo de urbanização inflige sobre o meio ambiente e a arquitetura. Os ensaios, com a ajuda de gráficos e estatísticas, descrevem a natureza das mudanças em nossas cidades e nossas economias. O livro está organizado como uma atlas ilustrado de paisagens urbanas contemporâneas. Pearl River Delta (de Rem Koolhaas e Harvard Project on The City) lida com a extrema velocidade de urbanização em antigas áreas rurais ao redor de Hong Kong. USE (Uncertain States of Europe, um projeto de Stefano Boeri e Multiplicity) descreve o fim dos modelos tradicionais urbanos, a realidade de uma nova configuração das cidades européias. Um estudo das cidades americanas (por Sanforn Kwinter) acrescenta a esta visão a reconsideração do conceito de infraestrutura e os poderes que definem urbanização. Lagos (um estudo de Rem Koolhas e Harvard Project on The City) é um território desconhecido que oferece evidências de novas formas de ajuste à globalização. Shopping (também por Rem Koolhas) é um projeto sobre o fenômeno global de centros comerciais e de consumo como atividade aglutinadora, um guarda-chuvas para atividades de lazer e ócio.


E vocês, têm alguma dica de livro para compartilhar ?

Boa semana!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Novas ecologias

Seguindo uma idéia que começou na oficina Adaptive Waterscapes em agosto deste ano e uma recente aquisição da Pamphlet Architecture N°30 (aqui tem uma prévia de 20 páginas no Issu), vem a "nova ecologia" que tem se falado um tanto nos blogs desse mundo.

O lance parece ser o velho tema da natureza transformada, mas num contexto de "fim dos tempos" de aquecimento global e mudanças

Então, posto abaixo alguns links que acho interessantes, pra contribuir pro raciocínio. sócio-econômicas, aumento da desigualdade, etc.

Primeiro, os responsáveis pela Pamphlet, InfraNet Lab, cujo nome já é uma referência pra lá de interessante (tanto pelo infra quanto pelo net, mas que, talvez mera coincidência, ainda se relaciona com a Infranet).


Em segundo lugar. o EcoRedux, da Lydia Kallipoliti, que editou uma AD com o mesmo nome no fim do ano de 2010.



Em terceiro, uma edição da revista Bracket, que é editada pelo pessoal do InfraNet Lab, sobre agricultura.
Bom, por enquanto é isso, mais depois do intervalo, como dizem os amigos do ArchDaily.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Construindo a crítica

Numa pilha de colaborar pro debate (iniciado ontem por aqui no blog) sobre o aquecimento de certas estruturas sob o efeito da energia solar inadvertidamente (em outras palavras: sem querer), eu queria lançar algumas referências de projetos que sofreram com a temperatura ou que fizeram seus vizinhos sofrer.
foto: Graphic-J, via Gamespy Forum.
A idéia aqui, longe de querer prolongar uma polêmica pessoal, é de contribuir com as experiências do que já sabemos que dá problema, pra que a partir daí possamos evitá-los.
Começamos com um dos mais celebrados arquitetos da década de 2000, Frank O. Ghery e seu multi-milionário Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, California. Um prédio emblemático que buscou levar a tecnologia do revestimento de titânio do Guggenheim de Bilbao a um outro nível, através do polimento perfeito da superfície para criar um aspecto de jóia que brilha sob o sol. Lindo não? Pois até pode ser, mas para os vizinhos da edificação isso foi um problema sério. Em fevereiro de 2004 a BBC relata que, após a conclusão de um estudo de um ano inteiro sobre a dispersão da radiação solar provocada pelo revestimento, conclui-se que realmente, as superfícies côncavas e convexas da edificação criavam efeito semelhante ao de lentes, concentrando os raios solares em edificações vizinhas e aquecendo-as enormemente. O site americano eHow também comenta sobre diversos problemas causados pelo revestimento/forma do edifício, que culminaram com o jateamento de partes das superfícies polidas para diminuir a sua reflectividade.
Declara o site que "Com a aprovação de Ghery, técnicos cuidadosamente fizeram o jateamento de areia em algumas áreas da superfície da edificação, tornando-a menos refletiva.(1)" Ainda vale a pena conferir um artigo do professor Marc Schiler e da estudante Elizabeth Valmont da University of Southern California sobre este edifício, que mostra inclusive mapas da dispersão da radiação e do acúmulo de energia na edificação. O USA Today também publicou sobre o assunto.
Outro problema é o controle do aquecimento interno a edificação. Há muita bibliografia sobre o tema, mas vale ressaltar alguns dados ambientais, por exemplo, de Porto Alegre. Temos em média 6 horas de incidência solar diária direta (acima da linha do horizonte)(2) que se reflete (sem trocadilhos) em 4,4kwh/m2.dia na média da radiação solar no plano horizontal. Esta média, aliás, pode enganar, pois temos variação de 6,50kwh/m2.dia em dezembro e 2,42kwh/m2.dia em junho(3). Deixo as análises para quem souber algo do assunto, mas sabemos, os moradores da capital gaúcha, que a coisa é quente nos meses de dezembro a fevereiro por aqui. 
Não me alongo mais, mas deixo apenas essas informações para que possamos ao menos discutir o que fazer e o que não deve ser feito.
Por outro lado, há trabalhos muito interessantes que se utilizam do clima e das forças da natureza para seu benefício. Um dos mais de vanguarda é o WEATHERS, que constuma "brincar" com clima. Um livro, que recomendo pois já o li é o -Arium (4), que mostra projetos MUITO de vanguarda sobre o tema de clima x arquitetura.
abraços!

(1) Tradução livre a partir do original em inglês.
(2) Segundo o Atlas da Energia Elétrica, da ANEEL (Atlas da Energia Elétrica 2a Ed. Brasilia: ANEEL, 2005.)
(3) Dados do Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica/ELETROBRAS através do software SunData (http://www.cresesb.cepel.br/sundata/index.php) para as coordenadas 30,033055°S e 51,230000°O - Porto Alegre. Acesso a simulação pode ser feito no link acima.
(4)  BHATIA, Neeraj e MAYER, Jürgen [editores]. -Arium: weather and architecture. Toroto: Hadje Cantz, 2010.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

2° Encontro Iberoamericano de Mobilidade Sustentável

Diplomatas...

Saiu hoje (21.fev) no Plataforma Urbana a notícia de que nos dias 05 a 08 de abril acontecerá em Bogotá (Colômbia) o 2° Encontro Iberoamericano de Mobilidade Sustentável.

O prazo para envio de trabalhos encerra dia 28 de fevereiro (segunda que vem).

O evento é organizado pela Universidade Nacional da Colômbia e tem como objetivo criar um ambiente propício para discutir e unificar critérios e metodologias de gestão de mobilidade sustentável e estabelecer as bases para desenvolver projetos conjuntos para os próximos anos.

São convidados a participar todas as pessoas ibero-americanas e em particular universidades, munícipios entidades públicas e privadas, consultores, ONGs e outros interessados no desenvolvimento dessas políticas.

Mais informações aqui.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O futuro das bikes(?)

Conhecendo um blog chamado Lowtech Magazine, com o subtítulo de "dúvidas sobre tecnologia" cheio de duplos sentidos, vi um artigo que falava do conceito "Velomobile" ou "Ciclomóvel" numa adaptação mais aportuguesada e talvez menos charmosa.
Go-One 3, publicada na Lowtech Mag
A idéia é simples: pegue o conceito da bicicleta e adapte-o às necessidades da vida urbana do século XXI com uma carenagem super leve, faróis e sinalização de freio (às vezes) e um apoio pras subidas com motores a bateria elétrica.
Todo um paradoxo se descortina a partir daí: economia de combustível em relação a automóveis, mas ainda sem toda a autonomia; maior leveza do que um carro (~40kg) mas mais pesados que uma bicicleta (~20 a 14kg - ou até menos pra quem puder pagar); posição de "pilotagem" mais confortável que uma bike, mas ainda baixa em relação ao solo (o que dificula o uso no trânsito em conjunto com carros e caminhões).
A lista de comparações pode ser longa, mas o que me parece interessante é que se encontra num modelo híbrido, entre o veículo automotor do século XX - em todas as suas vertentes, deste o Ford T até os 4x4 sport de hoje em dia - e as magrelas, alcançando um conforto maior que as últimas e uma eficiência MUITO maior do que os primeiros - especialmente na sua versão 4x4 de 2 toneladas pra carregar uma madame de 50kg e um chiuaua (ou Yorkshire) de 400g.
Pannonrider, do próprio site deles

No mais, fica a dica do post no Lowtech Magazine e algumas indicações de fabricantes pra quem se pilhar de conferir os produtos.


Aproveito pra citar 2 projetos mencionados no blog: o da Ciclovia Elevada e o Velo-City.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Rio Capital Bicicleta

Projeto da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAC) do Rio propõe diversas medidas de fomento ao uso das magrelas, algumas delas bem relacionadas ao Projeto Porto Maravilha.
Siga o link e veja como.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Árvore de Natal

Ponto turístico australiano ganha árvore de natal feita de bikes velhas

Ó saiu no Ciclo Vivo esta matéria de Natal!

A maioria das árvores de natal já são “verdes”, mas uma árvore feita em Sidney consegue ser mais verde ainda. Ela é inteiramente feita de bicicletas velhas que já estavam no ferro-velho, tornando-a ecologicamente correta.

Clica aqui e dá uma olhada!
:)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

reciclagem urbana

Modernizar a reciclagem urbana

Neste ponto, a maioria dos chilenos sabem o que eles enfrentam quando eles vêem três “basureros” grandes de três cores diferentes (verde, vermelho e amarelo) em determinados pontos da sua cidades: pontos de reciclagem.

Mas em algumas cidades do mundo aquilo evoluiu em três pontos de depósito de lixo diretos das próprias casas.

Dá uma olhada na matéria que saiu no Plataforma Urbana.

sábado, 27 de novembro de 2010

Mapeamento da Cobertura Vegetal Brasileira

Diplôs,
Achei hoje procurando umas fontes para o projeto do Pérola, um mapeamento da cobertura vegetal do Brasil todo - separado por bioma, ou seja, Mata Atlântica, Pampa, Cerrado, Amazônia, etc - pra ser usado no SIG.
To recém terminando de baixar o Pampa e um pedaço da Mata Atlântica, mas sabe como é, tem que ver o sistema de coordenadas e tal. Acho que tá tudo em UTM e a precisão é de 1:250.000, mas vamo lá! SIG neles!
Estou baixando tudo pra nossa Biblioteca na nova sessão de GEOPROCESSAMENTO que criei ontem.
O link para o Ministério do Meio Ambiente é esse e pro download das cartas e shapes é esse.
Há também algumas ferramentas do Governo Federal que chama de i3Geo. Tem umas 3 versões, uma somente no navegador web - que também é usada pela FEPAM com dados do RS - outra com integração pro Google Maps e outra com integração pro Google Earth.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

3C no IFHP com artigo sobre o Plano Diretor do PTI

Estratégias de Baixo Impacto para o Planejamento Espacial de um Parque Tecnológico

Pedro Augusto Alves de Inda, Tiago Holzmann da Silva

Resumo:
O longo período de implantação da Central Hidrelétrica de Itaipu chegou ao seu final em 2007 com a inauguração das duas últimas unidades geradoras. Itaipu Binacional atingiu assim o seu grande objetivo consolidando-se como uma das maiores usinas de geração de energia do mundo, representando a conclusão da obra e o começo simbólico de uma novo ciclo. Itaipu, desde sua criação, pautou sua ação pela integração de diversas atividades, mas o foco principal sempre foi a geração de energia. Desde 2005, com a ampliação da sua Missão, é notável o esforço de Itaipu para ampliar as ações nas áreas do meio ambiente, educação, desenvolvimento tecnológico e turismo. Neste sentido, o planejamento de cada setor torna-se fundamental para o bom funcionamento do conjunto das atividades e ações propostas. Consciente desta questão e carente de um plano integrado, Itaipu decidiu iniciar o planejamento setorial a partir do desenvolvimento do Plano Diretor do Parque Tecnológico Itaipu, tendo a 3C Arquitetura e Urbanismo como responsável pela coordenação deste processo. Este artigo apresenta e descreve o Modelo Espacial proposto para o Plano Diretor e as estratégias de baixo imacto para a elaboração e implantação do mesmo.

54th IFHP World congress 2010 Porto Alegre, “Construindo Comunidades para as Cidades do Futuro”

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Oportunidades perdidas...

A arq. Zaida Muxí diretora (com Josep Maria Montaner) do programa de Máster Laboratorio de la Vivienda del siglo XXI da ETSAB de Barcelona escreveu artigo sobre a produção de propostas inovadoras para Habitação de Interesse Social patrocinadas pelos concursos Caixa-IAB, e as oportunidades perdidas com a não utilização destes projetos pelos programas governamentais.