Estranhamente na mesma época da reviravolta nos morros cariocas destas semanas, o IPEA lançou um artigo bem interessante na sua revista mensal,
edição N°63, mesmo que jornalisticamente curto e sem muitas transversais. Trata específicamente de um estudo que o
IPEA fez contratado pela CAIXA sobre a eficácia dos projetos de intervenção em favela do Gov. Federal.
Bueno, temos conhecidos na história: a começar pelo ex-GIDUR/PO Cleandro Krause, depois nossa onipresente Secretária Nacional de Habitação Inês Magalhães e uma galera do IPEA. Finalizando a função o Olívio Dutra carioca, Jorge Jauregui, que diz o seguinte:
"Eu diria que [a segurança pública] nem sequer é o principal. O problema da favela é sua condição marginal em relação ao resto da cidade, o fato de não ter direito de residência, direito de posse, não ter uma situação de fornecimento de serviços normais, como escola, educação, trabalho, transporte, infraestrutura [...] o Estado não tomou posse do problema, deixou que a população resolvesse isso por seus próprios meios. Claramente, então, há um déficit da presença do poder público. Este tipo de trabalho [do Ipea e da Caixa, além das obras] implica fazer e pensar e pensar e fazer ao mesmo tempo. Não há tempo para primeiro pensar e depois fazer. Esta é a diferença entre trabalhar na cidade informal e trabalhar na cidade formal", conclui.